Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Mar de sonho


Ilha Saona - República Dominicana



Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

No Mar das Caraíbas




Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Pérola negra




Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Olhares de rosa e verde


Euphorbia milii ou Coroa de espinhos



Ixora


Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Ao sol tímido do Inverno...




Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Fugindo ao frio do Inverno


Neste dia de Carnaval chuvoso e frio, sintamos o calorzinho reconfortante do verão.



Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Expressões idiomáticas (4)


"Obras de Santa Engrácia"


Significado: Interminável; sem fim.
Origem: Fundada em 1568, a Igreja de Santa Engrácia, na freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa, é responsável por outra das mais famosas expressões populares portuguesas. Mais conhecida, desde 1916, como Panteão Nacional, a Igreja de Santa Engrácia ruiu em 1681 e começou a ser reconstruída, mas as obras duraram até meados do séc. XX. As "obras de Santa Engrácia" fora mesmo muito longas: duraram, nada mais nada menos, do que 350 anos.

"Cai o Carmo e a Trindade"

Significado: Desgraça; aparato; barulheira; surpresa; confusão.
Origem: O terramoto de 1755 deixou muitas marcas físicas. Mas há marcas culturais que também persistem. Uma delas é esta expressão. Durante o terramoto ouviu-se um enorme estrondo por toda a cidade de Lisboa. Quando os habitantes descobriram qual tinha sido a causa de tal barulheira, logo disseram: "Caiu o Carmo e a Trindade", isto é, desabaram os Conventos do Carmo e da Trindade.

"Não perceber patavina"

Significado: Não perceber nada; não compreender.
Origem: Frades provenientes de Pádua - patavinos - visitavam Portugal habitualmente, para se reunirem com os seus congéneres portugueses. No entanto, quando falavam com as pessoas que viam nas ruas, ninguém compreendia uma única palavra do que eles diziam.

"Assentar a carapuça"

Significado: Sentir-se ofendido ou identificado com alguma situação.
Origem: Por altura da Inquisição, durante a Idade Média, os judeus eram obrigados a usar um chapéu bicudo, para que pudessem ser distinguidos dos cristãos.

"Lágrimas de crocodilo"

Significado: Choro fingido; falsa tristeza.
Origem: Quando ingere um alimento, o crocodilo exerce uma forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as suas glândulas lacrimais. Isto faz com que o animal chore enquanto come as suas vítimas. (Autoria desconhecida)

Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Expressões idiomáticas (3)


"Calcanhar de Aquiles"


Significado: Ponto fraco.
Origem: Segundo a mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, queria tornar o filho indestrutível. Para isso, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Alguns anos mais tarde, durante a Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido no único sítio que não tinha sido mergulhado nas águas mágicas, precisamente o calcanhar. Descobriu-se, assim, o único ponto capaz de enfraquecer o temido guerreiro.

"Mal e porcamente"

Significado: De modo imperfeito; muito mal.
Origem: A expressão inicial não era esta, mas nem toda a gente compreendia o que queria dizer "mal e parcamente", ou seja, com poucos recursos. Daí que a expressão tenha sido alterada para algo mais acessível.

"Queimar as pestanas"

Significado: Estudar muito.
Origem: Aqueles que estudavam antes da existência da electricidade não tinham a vida muito facilitada. Antes pelo contrário. Estudavam e trabalhavam à luz de velas ou lamparinas e, para que pudessem ler ou trabalhar convenientemente, tinham de as colocar muito perto do texto, correndo sérios riscos de ficarem com as pestanas queimadas.

"Andar em fila indiana"

Significado: Andar em fila; uns atrás dos outros.
Origem: Os índios americanos andavam sempre em fila para, à medida que fossem avançando, irem apagando as pegadas dos que iam à frente. Quando os "caras pálidas" viram este comportamento, não hesitaram em começar a utilizar o termo "fila indiana".

"Fazer tijolo"

Significado: Morrer.
Origem: A destruição causada pelo terramoto de 1755 foi gigantesca e a falta de recursos para a reconstrução também. Com o objectivo de utilizar a argila para fazer tijolos, de modo a reerguer as casas que tinham ruído, foram reutilizados os restos dos cemitérios árabes. Mas entre a argila eram frequentemente encontradas ossadas. Daí que tivessem surgido frases como "daqui a uns tempos estou a fazer tijolo" entre os populares. (Fonte desconhecida)

Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Expressões idiomáticas (2)


"Beber uma imperial"


Significado: Beber cerveja à pressão; fino.
Origem: A Germânica Imperial foi a primeira fábrica a vender cerveja à pressão em Portugal. Em 1916, Portugal entrou na I Guerra Mundial e todos os bens alemães foram nacionalizados. A Germânica tornou-se Portugália, mas a Imperial ficou.

"Ficar a ver navios"

Significado: Decepção; não ter o que se deseja.
Origem: Em 1578 D. Sebastião perdeu a vida na batalha de Alcácer-Quibir, em Marrocos, mas muitos não quiseram acreditar em tal infortúnio. Por isso, era comum encontrarem-se "mirones" no Alto da Santa Catarina a olhar para os navios, à espera que o malogrado Rei regressasse. O povo logo começou a dizer mal daqueles que iam "ver navios" e a expressão implantou-se na sociedade.

"Resvés Campo de Ourique"

Significado: Por um triz; à justa
Origem: No dia 1 de Novembro de 1755 - ironicamente dia de Todos-os-Santos - uma das maiores tragédias de todos os tempos abateu-se sobre Portugal. Um terramoto de elevada magnitude, seguido de um tsunami, atingiu a cidade de Lisboa. Morreram milhares de pessoas. A força do tsunami foi de tal ordem que as águas entraram por Lisboa e chegaram bem perto de Campo de Ourique. Daí a velha expressão "resvés Campo de Ourique".

"Ter ouvidos de tísico"

Significado: Ter uma óptima audição.
Origem: Muitos soldados que combateram na II Guerra Mundial (1939-1945) sofreram uma doença chamada tísica. Esta maleita assemelhava-se muito ao que hoje conhecemos por tuberculose pulmonar. Quem sofre desta doença caracteriza-se por ter uma sensibilidade auditiva fora do normal. Da próxima vez que que disser que alguém tem ouvidos de tísico, tenha cuidado: pode ofender-se!

"Fazer tábua rasa"

Significado: Esquecer completamente um assunto.
Origem: Os empiristas romanos, seguidores do filóforo grego Aristóteles, diziam que a alma sem experiência era como uma "tabula rasa". A "tabula rasa" era uma pequena tábua de cera que não tinha nada escrito ou desenhado. Mais tarde, o termo foi adaptado à vida urbana e transformado para o significado que hoje conhecemos, ou seja, não ligar e esquecer um determinado assunto.
(Fonte desconhecida)

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Expressões idiomáticas (1)


Sabia que o Terramoto de Lisboa de 1755 é um dos grandes responsáveis por muitas das expressões que ainda hoje utilizamos? E que "ter ouvidos de tísico" é o mesmo que ter ouvidos de quem tem tuberculose pulmonar?
Muitas das expressões que ouvimos no dia-a-dia nasceram há dezenas ou até centenas de anos.
Conta-se aqui a origem de algumas das expressões mais usadas pelos portugueses:

"O primeiro milho é dos pardais"

Significado: Os mais fracos aproveitam as primeiras vantagens.
Origem: No tempo dos romanos, era costume os agricultores oferecerem os primeiros frutos das suas colheitas às aves. Pensava-se, na altura, que eram as aves que levavam as oferendas aos deuses. O conhecimento desse hábito foi-se transmitindo de geração em geração,até que, no séc. XVI - quando o milho chegou à Europa - a expressão evoluiu.
O pardal era o símbolo de todas as aves e o milho abundava nas culturas portuguesas.

"Ir para o maneta"

Significado: Estragar-se; desaparecer; morrer.
Origem: Conta-se que, por alturas da invasão de Portugal por parte dos franceses, um general, chamado Loison, tinha perdido um braço numa anterior batalha. Esse militar era responsável pelas torturas aos presos e tinha, inclusivamente, causado várias mortes. Por ser tão terrível nas torturas que executava, surgiu um medo popular do general Loison, mas ninguém o tratava por esse nome. Para o povo, Loison era "o maneta". E quando havia perigo de se ser capturado, ouvia-se logo o conselho: "Tem cuidado, que ainda vais para o maneta." Duzentos anos depois, o generall loison ainda vive nesta expressão habitualmente utilizada.

"Que maçada"

Significado: Contratempo; aborrecimento; chatice
Origem: Nos tempos áureos das conquistas imperiais romanas, as tropas de Roma tinham uma zona para conquistar, perto do Mar Morto, chamada Massada. Os Zelotos, povo aí residente, trancaram-se num templo, com a esperança de que os Romanos não os descobrissem. No entanto, o exército começou imediatamente a destruir o templo, enquanto o povo zeloto desesperava por alguma solução. Para evitarem a humilhação da rendição, os Zelotos decidiram-se por um suicídio colectivo. Esta expressão tornou-se sinónimo do enorme "contratempo" por que este pequeno povo teve de passar.

"À grande e à francesa"

Significado: De forma luxuosa.
Origem: Jean Andoche Junot auxiliou Napoleão Bonaparte durante a primeira invasão dos franceses ao território português. Jean Andoche Junot viveu em Portugal durante alguns anos e sempre de forma extremamente luxuosa.
A observação, a imaginação e sabedoria populares encarregaram-se de criar esta expressão.

"Erro crasso"

Significado: Erro grosseiro
Origem: Na Roma antiga o poder dos generais era tripartido. O primeiro triunvirato de sempre era composto por Caio Júlio, Pompeu e Crasso. A este último foi confiada uma missão simples: atacar os Partos, um pequeno e, aparentemente, inofensivo povo. Crasso descurou qualquer estratégia e o resultado foi a derrota. (Fonte desconhecida)

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Lenda da Caldeira de Santo Cristo




A Lenda da Caldeira de Santo Cristo é uma tradição da ilha de São Jorge, nos Açores. Relaciona-se com as crenças populares numa terra onde a luta do homem com a natureza foi constante e onde, por séculos, as necessidades básicas do dia-a-dia foram prementes.

Lenda

Há muito tempo atrás, junto à Lagoa da Fajã de Santo Cristo, um homem desceu à Fajã da Caldeira de Santo Cristo, como acontecia nesse tempo quase diariamente e ainda hoje acontece com alguma frequência, para trazer o gado a pastar. Era uma alternância anual entre as altas pastagens das serras e o clima ameno das fajãs.

Para muitas famílias, era nas fajãs que se encontrava o sustento diário: lapas, amêijoas, polvos, moreias, agriões, inhame e outros alimentos que a natureza dava e dá sem que o homem tenha de os cultivar. Para chegar às fajãs era preciso descer longos caminhos estreitos ao longo das altas falésias, autênticas veredas tortuosas e apertadas como os difíceis caminhos das montanhas.

Tendo então o pastor deixado o gado a pastar, para ocupar o tempo livre, foi para a margem da lagoa, onde começou a apanhar lapas para o almoço. Junto da lagoa de águas salgadas, mornas e tranquilas encontrou também muitas amêijoas que aproveitou para apanhar.

Sentou-se um pouco a descansar junto da lagoa antes de ir pescar, sentindo as pernas a tremer com o esforço da descida da falésia. Ao passar o olhar pelas águas da lagoa, reparou num objecto a flutuar perto da margem mais afastada junto ao mar, que lhe pareceu ser de madeira trabalhada, esculpida.

Ao investigar, deparou-se com uma imagem do Senhor Santo Cristo. Surpreendido com o achado, pegou na imagem, molhada e inchada de estar na água, e levou-a para terra seca. Ao fim do dia, quando voltou para casa fora da fajã, levou a imagem e colocou-a em local de destaque numa das melhores salas da sua casa. E quando a família se foi deitar, fê-lo satisfeita com a presença do Santo Cristo em casa.

Quando a manhã despontou e a família se levantou para dar início a outro dia de trabalho, o Santo Cristo desaparecera. Depois de procurarem por toda a casa e de já terem dado as buscas por terminadas, ele foi de novo encontrado, dias depois, na mesma fajã e local onde tinha sido achado da primeira vez. Foi levado várias vezes para o povoado fora da rocha, e durante a noite a imagem voltava sempre a desaparecer, até que alguém disse: "O Santo Cristo quer estar lá em baixo na fajã à beira da caldeira. Pois que assim seja".

O povo decidiu então juntar-se para construir uma igreja. Começaram os preparativos para as obras, com o objectivo de levantar a igreja do outro lado da lagoa. No entanto, quando foram para pegar nas pedras estas não se mexiam, era como estivessem coladas ao chão. "O senhor Santo Cristo quer ficar onde foi encontrado", disse alguém. Alguns meses depois e com muito sacrifício, a igreja estava terminada e a imagem colocada no seu altar. Aquela fajã passou a chamar-se Caldeira do Santo Cristo.

À volta deste estranho acontecimento o povo começou a fazer uma festa em honra do seu santo. Os festejos incluem festas religiosas e festas profanas, canta-se e baila-se. É rezada uma missa e feita uma procissão. Os homens da localidade começaram a entoar uma canção que rapidamente entrou na voz popular.

Conta ainda a lenda que o padre da aldeia que vivia fora da fajã e não se desejava deslocar a ela para rezar a missa, resolveu um dia que havia de levar a imagem novamente para fora da fajã. Tentou pegar na imagem para a tirar do altar e a levar, mas ficou com o pés colados ao chão e sem se conseguir mexer. O padre terá então dito ao sacristão:"Ajuda-me aqui, que eu não posso andar". O sacristão bem tentou, mas por fim confessou: "Ó senhor padre, eu também não consigo dar passada!" "Então deixa-se o santinho aqui. -" Disse o padre.

Instantes depois do padre desistir de levar a imagem, os seus pés e pernas ficaram ágeis. Perante isto, o padre e todas as pessoas se convenceram que era ali que Santo Cristo tinha de ficar para todo o sempre.





Quadra popular


O Senhor Santo Cristo
Onde foi fazer morada?
Para a rocha da Caldeira
Perto da água salgada.

(Fonte: Wikipedia)


Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Cores caribenhas




Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Rubro e verde




Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Espiritualidade


Basílica de Nossa Senhora de Alta Gracia - Higuey - República Dominicana