Sábado, 30 de Maio de 2009

Olhares de azul e branco










Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Património de Portugal


Castelo de Portel - Alentejo - Portugal







Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Alqueva








Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Pelos montes alentejanos (5)






Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Com carácter de urgência



Requerimento a Fernanda

Ó Fernanda, dado
que já estou cansado
do ar teatral
a que ele equivale
em todo o horário
de cada canal,
no noticiário,
no telejornal,
ligando-se ao povo,
do qual ele se afasta,
gastando de novo
a fala já gasta
e a pôr agastado
quem muito se agasta
por ser enganado.
Ó Fernanda, dado
que é tempo de basta,
que já estou cansado
do excesso de carga,
do excesso de banda,
da banda que é larga,
da gente que é branda,
da frase que é ópio,
do estilo que é próprio
para a propaganda,
da falta de estudo,
do tudo que é zero,
dos logros a esmo
e do exagero
que o nega a si mesmo,
do acto que é baço,
do sério que é escasso,
mantendo a mentira,
mantendo a vaidade,
negando a verdade,
que sempre enjoou,
nas pedras que atira,
mas sem que refira
o caos que criou.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
que falta paciência,
por ter suportado
em exagerado
o que é aparência.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
ao fim e ao cabo,
das farsas que ele faz,
a querer que o diabo
me leve o que ele traz,
ele que é um amigo
de Sao Satanás,
entenda o que eu digo:
Eu já estou cansado!
Sem aviso prévio,
ó Fernanda, prive-o
de ser contestado!
Retire-o do Estado!
Torne-o bem privado!
Ó Fernanda, leve-o!
Traga-nos alívio!
Tenha-o só num pátio
para o seu convívio!
Ó Fernanda, trate-o!
Ó Fernanda, amanse-o!
Ó Fernanda, ate-o!
Ó Fernanda, canse-o!

Euleriano Ponati

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Pelos montes alentejanos (4)


Adega de Campo Maior e herdade















Domingo, 24 de Maio de 2009

Pelos montes alentejanos (3)






Sábado, 23 de Maio de 2009

Pelos montes alentejanos (2)






Descendente do javali, o porco ibérico alentejano é actualmente a única raça suína de pastoreio do Continente Europeu em habitat natural e só se encontra no sudoeste da Península Ibérica. É, sem dúvida, uma raça diferente e ímpar, privilegiada pela natureza. A sua alimentação passa exclusivamente pelo que a Natureza lhe fornece: bolotas, plantas frescas e ervas aromáticas, acompanhada da actividade física necessária para procurá-las. Está assim explicada a carne tenra, suculenta e com um sabor inigualável, marca cada vez mais distintiva desta raça de porco preto, resultado do cruzamento do porco ibérico com o porco celta. Do outro lado da fronteira, o porco ibérico comum, alvo já de cruzamentos com outras raças, começa a perder algumas características outrora partilhadas, estando-se nalguns, a tentar restabelecer a pureza da raça.

Bolota a bolota

Seguindo o curso da Natureza, a criação destes porco é feita em 3 fases:
- lactação;
- preparação, durante a qual os animais se alimentam de bolbos, grãos, espigas, ervas e sementes, já no campo, até atingiram um peso variável entre 80kg e 115/120kg;
- montanera ou, por outras palavras, de engorda, na sua maioria feita à base de bolotas, alimento rico em hidratos de carbono e gorduras, e de plantas e ervas secas, com elevado teor proteico. Como curiosidade, refira-se que nesta fase, o consumo de bolotas pelo porco pode atingir 10kg diários, o que representa um ganho de peso na ordem de 1kg por dia!

Uma questão de patas

Sobejamente conhecida, a designação “pata negra” dada aos presuntos de porco preto é para muitos associada a uma imagem de qualidade que pouco tem a ver com a realidade. Esta expressão não passa de uma designação comercial que é inclusive usada para presuntos de raças brancas. É por esta razão que ultimamente se tem assistido à alteração desta designação, por arte dos produtores espanhóis, que preferem o recurso à expressão “ibérico” (que inclui 3 variedades: bellota, quando o porco se alimenta de bolotas, raízes e ervas; recebo, se à bolota se juntam cereais; pienso, caso o cereal seja a fonte principal de alimento). Entre nós, o presunto do porco preto alentejano é considerado um “ibérico”, embora superior dada a qualidade de vida de que este desfruta. (Fontes: Porco Alentejano e Clube de Produtores)

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Pelos montes alentejanos (1)






Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Património arquitectónico


Ermida de S. Sebastião - Alvito - Alentejo - Potugal



Capela dos Ossos - Campo Maior - Alentejo - Portugal


Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Imagens picantes










O Ouriço-cacheiro é um dos mais conhecidos animais da nossa fauna. Apesar do seu aspecto severo, é inofensivo, podendo viver tranquilamente nos nossos jardins. Os espinhos são usados apenas como protecção contra predadores. (Miguel Monteiro)

O Ouriço-cacheiro Erinaceus europaeus é um mamífero pertencente à ordem Insectívora e à família Erinaceidae. A sua identificação não levanta qualquer tipo de problemas, pois trata-se do único mamífero da fauna portuguesa que tem o corpo coberto por espinhos (cerca de 6 mil), que não são mais que pêlos modificados. Estes pêlos, bastante aguçados, têm entre 2 e 3 cm e cobrem o animal no dorso e flancos. O ventre, castanho-acinzentado, está coberto de pêlos.

Quando se sente ameaçado, enrola-se sobre si próprio, escondendo as suas pequenas patas e as áreas sem espinhos, e transforma-se numa “bola com picos”, bastante difícil de penetrar. A cabeça distingue-se facilmente do resto do corpo, os olhos são grandes, as orelhas são relativamente pequenas e possui uma cauda rudimentar.

O seu comprimento varia entre 20 e 35 cm e a cauda entre 10 e 20 cm. Os adultos pesam em média 700 g, podendo este valor variar entre 400 e 1200 g. Um animal que não possua, pelo menos, entre 500-600 g terá dificuldade em sobreviver ao período de hibernação.

Alimentam-se essencialmente de insectos (gafanhotos, escaravelhos, moscas, etc.) e também de minhocas e caracóis. Ovos de aves, pequenas rãs e répteis, cereais e frutos silvestres, tudo pode fazer parte da sua alimentação.

A época de reprodução ocorre de Abril a Agosto, podendo existir duas ninhadas por ano, com picos de nascimento em Maio-Julho e Setembro. O período de gestação é de 12 a 13 semanas, após o que nascem 4-6 crias, embora possam nascer entre 2 e10. As crias nascem de olhos fechados e peladas, mas ao fim de poucas horas despontam os primeiros espinhos, abandonando o ninho após 22 dias.

Quando o alimento escasseia, e a descida da temperatura torna incomportável a manutenção da temperatura do corpo, o ouriço hiberna. Antes de hibernar, os animais têm que engordar para ter energia suficiente para o período de hibernação, durante o qual ocorrem uma série de alterações:

* ficam frios ao toque, tendo a sua temperatura diminuído de 35ºC para 9ºC;
* ficam imóveis;
* a respiração pára durante longos períodos de tempo (respiram 1 a 10 vezes por minuto);
* o ritmo cardíaco passa de 190 para 20 batimentos por minuto;
* o funcionamento dos órgãos internos é reduzido de modo a poupar energia.

Estando mais vulnerável a predadores enquanto hiberna, o ouriço escolhe cuidadosamente o local para o fazer, construindo um ninho em buracos, em troncos de árvores, no solo ou em rochas.

Em Portugal o ouriço é uma espécie abundante, não ameaçada, com distribuição generalizada de norte a sul do país, introduzida também nos Açores.
É uma espécie protegida e, por isso, a sua captura e manutenção em cativeiro são ilegais.

Curiosidades

A originalidade e eficácia da cobertura espinhosa do Ouriço-Caheiro é motivo para algumas fábulas que se referem a esta espécie. Quase sempre o ouriço faz o papel de “bom rapaz”. Aqui fica o resumo de uma fábula:

“Na escola, o ouriço foi afastado das brincadeiras por ter picado o coelho ao brincarem à cabra-cega. Quando o crocodilo picou a pata numa garrafa e ficou com vários vidros espetados, o ouriço ofereceu dois espinhos para fazerem de pinça. A partir daí o crocodilo tornou-se seu amigo e não mais dispensou a sua companhia.” (Fonte: Câmara Municipal de Lisboa)

Para mais informações clique aqui.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Ainda as flores






Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Jardim florido






Domingo, 17 de Maio de 2009

Património de Portugal


Castro Verde - Alentejo





Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Por terras do Alentejo

Castro Verde




Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Rotundas


Castro Verde - Alentejo - Portugal





Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Horóscopo das Flores


ESPOREIRA (de 11/5 a 31/5 )

Azuis e pequeninas, as flores da esporeira assemelham-se a pequenos golfinhos, presos a caules firmes e erectos. As pessoas que nascem sob este signo são fortes, determinadas e dignas, fazem questão de ter o seu valor reconhecido e repudiam a falsidade e a hipocrisia. Realistas, sabem agir com serenidade e bom senso, mas nem por isso deixam de lado os seus ideais e os seus sentimentos mais elevados. São obstinadas, batalhadoras e dotadas de grande energia e força de vontade.


Domingo, 10 de Maio de 2009

Cavalos à solta

Penina - Algarve - Portugal






Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Pelos céus de Portugal (5)



Sintra (Fonte: Falcão Azul)

Domingo, 3 de Maio de 2009

Dia da MÃE




"O amor de mãe é o combustível que permite a um ser humano fazer o impossível."

Marion C. Garretty

Um pouco de História:

«Na Grécia e Roma era a mãe dos deuses. Na Inglaterra era o "Domingo da Mãe". Nos EUA e em nome da paz dedicaram um dia à mãe. Uma ideia que se espalhou pelo mundo ...
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
(...)
A maioria das fontes é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães.
(...)
Segundo Anna Jarvis seria objectivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais activo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
(...)
Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 96 anos atrás.
Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
Em Portugal, até há alguns anos atrás, o Dia da Mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.»
Texto completo em: Observatório do Algarve

A todas as mães do mundo desejo um feliz dia e dedico este poema de Almada Negreiros:

Mãe!

Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei! Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue verdadeiro, encarnado!

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!

Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar.

Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me ao teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.

Mãe! ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero Ter um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!

Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!

Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro


Sábado, 2 de Maio de 2009

Pelos céus de Portugal (4)



Sesimbra (Fonte: Falcão Azul)

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Pelos céus de Portugal (3)



Alentejo (Fonte: Falcão Azul)