Significado: Coração ferido
FLOR-DE-MARACUJÁ (de 1/6 a 23/6 )
Para os atlantes, esta flor é o símbolo da dualidade da natureza. As pessoas que nascem sob o signo da Flor-de- Maracujá podem ser bastante duais. Às vezes, aparentam uma determinada maneira de ser, embora tenham uma essência absolutamente oposta. São comunicativas e decididas, mas por vezes retraem-se e deixam de agir porque receiam errar. Podem encontrar a felicidade quando conseguem estabelecer um ponto de equilíbrio entre as energias opostas que agem na sua personalidade.

Flor de maracujá
Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá!
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.
Pelas tranças da mãe-d'água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.
Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!
Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá!
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová!
Pela lança ensangüentada
Da flor do maracujá!
Por tudo que o céu revela!
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh'alma
De tua alma escrava está!!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá!
Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em - a -
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!
Fagundes Varela

Esta flor, deslumbrante pela sua beleza e complexidade, está associada a um enorme simbolismo.
Aquando da chegada dos primeiros europeus à América, os religiosos viram na flor do maracujá a metáfora perfeita para explicar aos infiéis indígenas a "truculenta história da Paixão de Cristo": a coroa floral simbolizava a coroa de espinhos com que Cristo foi crucificado; os três estigmas da flor correspondiam aos três cravos que o prenderam na cruz; as cinco anteras representavam as cinco chagas de Cristo; as gavinhas eram vistas como os açoites que o martirizaram e o fruto redondo era a representação do mundo que Cristo teria vindo redimir.
No início do século XVII, algumas sementes de maracujá foram enviadas de presente ao papa Paulo V, que mandou cultivar a planta em Roma e divulgar que ela representava uma revelação divina. Nascia o Fruto da Paixão.
Mas não é só na Europa que fruto, flor e religião se misturam. No Brasil, também existe a crença de que o maracujá foi criado por Deus para lembrar o sacrifício do calvário.
Aquando da chegada dos primeiros europeus à América, os religiosos viram na flor do maracujá a metáfora perfeita para explicar aos infiéis indígenas a "truculenta história da Paixão de Cristo": a coroa floral simbolizava a coroa de espinhos com que Cristo foi crucificado; os três estigmas da flor correspondiam aos três cravos que o prenderam na cruz; as cinco anteras representavam as cinco chagas de Cristo; as gavinhas eram vistas como os açoites que o martirizaram e o fruto redondo era a representação do mundo que Cristo teria vindo redimir.
No início do século XVII, algumas sementes de maracujá foram enviadas de presente ao papa Paulo V, que mandou cultivar a planta em Roma e divulgar que ela representava uma revelação divina. Nascia o Fruto da Paixão.
Mas não é só na Europa que fruto, flor e religião se misturam. No Brasil, também existe a crença de que o maracujá foi criado por Deus para lembrar o sacrifício do calvário.
A Flor do Maracujá
Encontrando-me com um sertanejo
Perto de um pé de maracujá
Eu lhe perguntei:
Diga-me caro sertanejo
Porque razão nasce roxa
A flor do maracujá?
Ah, pois então eu lhi conto
A estória que ouvi contá
A razão pro que nasci roxa
A flor do maracujá
Maracujá já foi branco
Eu posso inté lhe ajurá
Mais branco qui caridadi
Mais brando do que o luá
Quando a flor brotava nele
Lá pros cunfim do sertão
Maracujá parecia
Um ninho de argodão
Mais um dia, há muito tempo
Num meis que inté num mi alembro
Si foi maio, si foi junho
Si foi janero ou dezembro
Nosso sinhô Jesus Cristo
Foi condenado a morrer
Numa cruis crucificado
Longe daqui como o quê
Pregaro cristo a martelo
E ao vê tamanha crueza
A natureza inteirinha
Pois-se a chorá di tristeza
Chorava us campu
As foia, as ribera
Sabiá também chorava
Nos gaio a laranjera
E havia junto da cruis
Um pé de maracujá
Carregadinho de flor
Aos pé de nosso sinhô
I o sangue de Jesus Cristo
Sangui pisado de dô
Nus pé du maracujá
Tingia todas as flor
Eis aqui seu moço
A estoria que eu vi contá
A razão proque nasce roxa
A flor do maracujá.
Catulo da Paixão Cearense
Encontrando-me com um sertanejo
Perto de um pé de maracujá
Eu lhe perguntei:
Diga-me caro sertanejo
Porque razão nasce roxa
A flor do maracujá?
Ah, pois então eu lhi conto
A estória que ouvi contá
A razão pro que nasci roxa
A flor do maracujá
Maracujá já foi branco
Eu posso inté lhe ajurá
Mais branco qui caridadi
Mais brando do que o luá
Quando a flor brotava nele
Lá pros cunfim do sertão
Maracujá parecia
Um ninho de argodão
Mais um dia, há muito tempo
Num meis que inté num mi alembro
Si foi maio, si foi junho
Si foi janero ou dezembro
Nosso sinhô Jesus Cristo
Foi condenado a morrer
Numa cruis crucificado
Longe daqui como o quê
Pregaro cristo a martelo
E ao vê tamanha crueza
A natureza inteirinha
Pois-se a chorá di tristeza
Chorava us campu
As foia, as ribera
Sabiá também chorava
Nos gaio a laranjera
E havia junto da cruis
Um pé de maracujá
Carregadinho de flor
Aos pé de nosso sinhô
I o sangue de Jesus Cristo
Sangui pisado de dô
Nus pé du maracujá
Tingia todas as flor
Eis aqui seu moço
A estoria que eu vi contá
A razão proque nasce roxa
A flor do maracujá.
Catulo da Paixão Cearense
Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá!
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.
Pelas tranças da mãe-d'água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.
Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!
Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá!
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová!
Pela lança ensangüentada
Da flor do maracujá!
Por tudo que o céu revela!
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh'alma
De tua alma escrava está!!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá!
Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em - a -
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!
Fagundes Varela

0 comentários:
Enviar um comentário